29/11/25
O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) tem utilizado a Taxa do Agro como primeiro mote público de sua pré-candidatura ao governo de Goiás em 2026, mas a proposta apresentada pelo tucano não encontra respaldo na legislação vigente. Em entrevistas recentes, Marconi afirmou que, se eleito, extinguirá a contribuição vinculada ao Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra) logo no início do mandato.
A declaração contrasta com o texto aprovado pela Assembleia Legislativa em 2023. A lei determina que a cobrança tem validade até 31 de dezembro de 2026, portanto antes da posse do próximo governador. A contribuição já tem previsão legal de encerramento e não ultrapassa o atual mandato estadual.
Marconi disse ao Diário de Goiás que “acabaria com a Taxa do Agro no primeiro dia”. Em outra entrevista, ao jornal O Hoje, afirmou: “Meu primeiro ato após a posse vai ser acabar com a famigerada Taxa do Agro”.
A fala provocou reação do secretário de Infraestrutura, Adib Elias (MDB). Em entrevista ao Jornal Opção, ele afirmou que a promessa do tucano demonstra desconhecimento sobre a legislação estadual. Segundo o secretário, a contribuição foi criada com prazo de vigência definido e será encerrada conforme estabelecido pelo governo Ronaldo Caiado (União Brasil).
“Marconi continua usando de mentiras e criando falsas narrativas para tentar enganar os goianos e, nesse caso, em especial o setor produtivo”, declarou Adib.