Goiânia, 29/11/2025
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Caiado critica soltura de dono do Banco Master e diz que instituição atuava como “pirâmide financeira”

29/11/25

O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) criticou neste sábado (29) a decisão que determinou a soltura do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em vídeo publicado nas redes sociais, Caiado afirmou que a instituição funcionava “como uma grande pirâmide” e que teria provocado prejuízos bilionários ao Fundo Garantidor de Créditos.

A decisão pela libertação de Vorcaro foi tomada pela desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). O empresário deverá cumprir medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de deixar o município onde reside, entrega de passaporte, impedimento de contato com outros investigados e restrição ao exercício de atividades financeiras.

“A instituição induziu investidores ao erro e provocou um rombo bilionário. O banco buscou recursos em institutos de previdência e usou influência política para sustentar o esquema”, disse Caiado. O governador também ampliou as críticas ao governo federal. “Vivemos decadência moral no país no quinto mandato do PT. O povo já não acredita mais na promoção da justiça”, afirmou.

Operação Compliance Zero
A decisão também se estende aos demais presos na Operação Compliance Zero: Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Master; Luiz Antônio Bull, diretor de riscos e operações; Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo; e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do banco.

Vorcaro havia sido detido pela Polícia Federal em 17 de novembro no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando embarcaria para Dubai para fechar negócios. Ele foi levado para a Superintendência da PF.

A operação apura supostas irregularidades na administração financeira do banco e eventuais prejuízos a investidores e instituições. Segundo a investigação, o grupo teria usado estrutura empresarial para captar recursos de fundos e órgãos públicos, entre eles institutos de previdência. A decisão do TRF-1 revogou a prisão preventiva, mas manteve o banqueiro sob monitoramento e com restrições judiciais.


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