Goiânia, 14/01/2026
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Novembro expõe disparidade entre pré-candidatos ao governo

01/12/25

O mês de novembro evidenciou contrastes marcantes entre os pré-candidatos ao governo de Goiás em 2026. As movimentações políticas de Daniel Vilela (MDB), Wilder Morais (PL) e Marconi Perillo (PSDB) revelaram ritmos distintos na formação de alianças e na consolidação de suas estratégias. Enquanto o vice-governador acumulou apoios e ampliou a base governista, os representantes da oposição enfrentaram entraves internos e dificuldade para avançar em articulações consistentes.

Daniel Vilela intensificou sua presença em municípios goianos ao longo do mês, marcando presença em inaugurações, encontros regionais e eventos estruturantes do governo. A circulação constante ao lado de prefeitos e parlamentares reforçou sua posição como articulador central do bloco governista liderado por Ronaldo Caiado (União Brasil). O movimento ampliou sua visibilidade e consolidou sua imagem como sucessor natural dentro da base.

As adesões reforçaram esse cenário. Lideranças expressivas do PL, como o prefeito de Novo Gama, Carlinhos do Mangão, o deputado federal Daniel Agrobom e o deputado estadual Paulo Cezar Martins, formalizaram apoio ao emedebista. A lista inclui ainda o prefeito de Cristalina, Dr. Luís Otávio, que deixou o PL para ingressar no União Brasil e declarar apoio público ao projeto de Daniel. Novembro terminou com a base governista mais robusta e com o MDB ampliando sua influência sobre quadros de partidos adversários.

Para o senador Wilder Morais, o mês expôs a fragilidade de sua pré-candidatura ao governo. Em um encontro discreto, acompanhado apenas por oito aliados próximos, o parlamentar anunciou sua intenção de disputar o cargo, mas sem respaldo das principais lideranças do próprio PL em Goiás. O gesto, em vez de demonstrar força, reforçou sinais de desarticulação interna e coincidiu com a perda de quadros importantes da legenda para a base governista. Nos bastidores, persiste o debate sobre alternativas, incluindo a possibilidade de Wilder recuar em favor de um arranjo que garanta ao PL a disputa pelo Senado.

Já Marconi Perillo enfrentou um mês de desgaste político. O ex-governador deixou a presidência nacional do PSDB em meio ao encolhimento do partido em âmbito nacional e estadual. Em Goiás, sua agenda esteve restrita a reuniões com lideranças de menor impacto e sem novas adesões relevantes. A dificuldade em reorganizar sua estrutura e recuperar influência consolidou um cenário de isolamento político para Marconi.

No balanço final, novembro reforçou a vantagem do grupo governista. Daniel Vilela encerrou o mês ampliando alianças e atraindo apoios estratégicos inclusive de partidos tradicionalmente adversários. Wilder Morais e Marconi Perillo, por outro lado, continuam enfrentando desafios internos para viabilizar seus projetos. O ritmo distinto de cada pré-candidatura indica, até o momento, um terreno mais favorável ao MDB na corrida por 2026.


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