03/12/25
Por ordem do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal realiza, nesta segunda-feira (3/12), uma operação de busca e apreensão na 13ª Vara Federal de Curitiba — unidade que foi comandada por Sérgio Moro durante a Operação Lava Jato. A ação busca documentos que, segundo o Supremo, foram solicitados diversas vezes, mas nunca enviados pela Justiça Federal do Paraná. As informações são da jornalista Daniela Lima, do portal UOL.
O ponto de partida da operação é o relato do ex-deputado paranaense Tony Garcia. Delator em uma investigação anterior à Lava Jato, ele firmou um acordo com o então juiz Sérgio Moro e afirma ter sido orientado a cumprir uma série de “missões”. Para atender às exigências do acordo, Tony instalou escutas em seu escritório e passou a gravar conversas com autoridades, incluindo desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região e integrantes do Tribunal de Contas do Paraná — alvos que, segundo ele, estavam fora da competência de um juiz federal. Garcia afirma ao STF que foi coagido a executar essas ações.
A decisão de Toffoli autoriza a PF a acessar documentos físicos e todos os computadores e terminais que possam conter informações sobre oito pessoas citadas em investigações que questionam a atuação de Moro na 13ª Vara. O ministro determinou que sejam recolhidos inquéritos, delações premiadas, anexos, mídias e quaisquer arquivos relacionados ao caso. O processo tramita sob sigilo no Supremo.
O portal UOL solicitou posicionamento da 13ª Vara Federal de Curitiba por telefone e e-mail e aguarda resposta.