03/12/25
A dez meses da eleição para o governo de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) continua tentando viabilizar sua pré-candidatura, mas os apoios reunidos até agora não mostram capacidade de tirá-lo do ostracismo eleitoral. Depois de duas derrotas seguidas para o Senado, o ex-governador tenta remontar uma base que, até aqui, não passa de um agrupamento sem expressão e sem votos suficientes para recolocá-lo no jogo de 2026.
Os apoios “anunciados” pelo marconismo dizem por si só: Henrique Arantes, que teve apenas 0,75% dos votos em 2022, e Jeferson Rodrigues, que perdeu espaço no Republicanos, foi descartado pela Igreja Universal e agora procura um novo abrigo político. Outro apoio que tem sido celebrado pelo tucano, é o de suplente de deputado federal, Felipe Cecílio (PSDB). São nomes que chegam mais pela falta de opções do que por qualquer capacidade de fortalecer um projeto eleitoral.
Além dos apoios acima, Marconi ainda 'conquistou' o apoio, considerado relevante pelo tucano, do ex-vereador de Rialma, Paulinely Carneiro, que na última eleição para deputado federal, conquistou 1542 votos. Mesmo a eventual adesão do deputado federal Zacharias Calil (União Brasil), cuja votação despencou de 2018 para 2022, não mudaria o cenário. Calil flerta mais com Wilder Morais do que com Marconi, e sua entrada, caso ocorra, adicionaria pouco além de mais incerteza ao grupo tucano.
Enquanto isso, Daniel Vilela (MDB) avança com apoio maciço de prefeitos, nomes competitivos ao Senado e, sobretudo, com o peso político de Ronaldo Caiado (União Brasil) — um patrimônio eleitoral que nenhum outro pré-candidato possui. Até Wilder Morais, apesar das resistências internas, mantém diálogo ativo com o bolsonarismo e tenta estruturar uma chapa minimamente funcional.
Marconi, por outro lado, acumula adesões de baixa densidade eleitoral, sem conseguir atrair quadros relevantes. O resultado é um bloco que não amplia seu alcance e reforça a sensação de que seu projeto está mais próximo de um esforço nostálgico do que de uma candidatura efetivamente competitiva.