Goiânia, 14/01/2026
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Mabel diz que Imas vive “última chance” de recuperação

06/12/25

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), afirmou que o Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores (Imas) passa por uma fase definitiva para sua continuidade. Em entrevista ao Jornal Opção, ele declarou que encontrou o instituto “completamente estragado” e sem condições de atender os beneficiários.

“O Imas está num processo de recuperação, uma entidade completamente estragada, sem condições de prestar o serviço que precisa prestar”, disse. Segundo o prefeito, a situação inviabilizava o atendimento adequado dos servidores e exigiu uma reestruturação profunda.

A principal medida anunciada é a transferência da gestão técnica do plano para uma empresa especializada, por meio de processo licitatório. A administração geral permanece com o município.

“Vamos entregar a parte técnica para quem sabe tocar. Você vê a Unimed, a Hapvida, já têm dificuldade para tocar, os caras são especialistas. Imagina nós, amadores, se vamos conseguir tocar um negócio aqui”, afirmou Mabel. “Nós estamos pegando gente especializada, vamos fazer uma licitação para isso, para tocar essa parte técnica, e nós ficamos só na administração do Imas.”

O prefeito avalia que esta é a última oportunidade para reorganizar o serviço. “Acho que vai ser a última chance do Imas para que a gente possa dar conta do recado”, disse. Aos servidores, afirmou que acompanha o processo pessoalmente. “Eu estou trabalhando muito nesse sentido, porque eu acho que quem depende de saúde e que paga tem que ter o benefício dele de volta.”

Reestruturação
A proposta de reestruturação está pronta e deve ser enviada ao Legislativo no início de 2026, após assinatura da presidente do Imas, Gardene Moreira, e análise do Ministério Público de Goiás. O projeto inclui mudanças na forma de contribuição dos servidores.

Atualmente, o servidor contribui com 4% do salário e pode incluir toda a família, modelo apontado como principal fator de desequilíbrio financeiro. Gardene afirma que a reformulação não terá “mudanças gritantes”, mas confirmou a adoção de um formato baseado em cálculo atuarial, com valores proporcionais à faixa etária dos dependentes.

“O objetivo é tornar o plano sustentável. Do jeito que está, não é sustentável para a Prefeitura ter um plano de saúde”, disse. A dívida acumulada do Imas está estimada em aproximadamente R$ 220 milhões.


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