09/12/25
Novas denúncias pesam contra Camilo Bueno Rodovalho, assessor parlamentar que ganhou notoriedade após ser denunciado por praticar ato obsceno na janela de um prédio de alto padrão, no Jardim Goiás, em Goiânia. Desta vez, ele foi alvo de um boletim de ocorrência por violência psicológica, registrada após abordagem considerada inadequada a uma mulher por meio do Instagram.
O novo caso se soma à denúncia anterior feita por vizinhos do edifício onde Camilo reside e reforça um padrão de comportamento que já vinha sendo questionado. Segundo o registro policial, obtido pela coluna Rápidas, do Portal 6, o boletim foi lavrado em 13 de novembro de 2025 e detalha mensagens enviadas pelo assessor a uma conhecida, com ofertas de dinheiro via Pix, insinuações de cunho sexual e conteúdo explícito.
Entre as mensagens, Camilo teria chamado a mulher de “rica e sádica” e avançado para o assédio direto. A vítima relatou à polícia que o bloqueou após as investidas e informou ainda que outras mulheres também teriam sido importunadas por ele, algumas delas recebendo imagens íntimas não solicitadas.
O episódio dialoga diretamente com a reportagem anterior que revelou denúncias de ato obsceno praticado por Camilo em seu apartamento. Em ambos os casos, o servidor recorre a diagnósticos psiquiátricos — Transtorno Afetivo Bipolar e TDAH — para tentar minimizar a gravidade das acusações, atribuindo os comportamentos a crises relacionadas ao seu estado de saúde mental.
A reincidência, no entanto, e o conteúdo das novas denúncias enfraquecem a tese de episódios isolados, apontando para a repetição de condutas que configuram assédio e desrespeito.
Diante do novo registro policial, o deputado estadual Mauro Rubem (PT), chefe direto de Camilo, adotou medida mais dura. Em nota oficial, o parlamentar informou que o assessor foi afastado de todas as atividades exercidas no gabinete.