10/12/25
A presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Adriana Accorsi, defendeu publicamente a expulsão do assessor Camilo Bueno Rodovalho, de 34 anos, acusado de cometer ato obsceno em Goiânia. A manifestação ocorreu três dias após a repercussão do caso, registrado no Jardim Goiás, bairro nobre da capital, onde o assessor foi flagrado praticando atos de cunho sexual na janela de um apartamento.
Camilo, que é advogado e ativista político, estava lotado até então no gabinete do deputado estadual Mauro Rubem (PT). O parlamentar informou nesta segunda-feira (8) que se reuniu com o assessor e determinou seu afastamento das funções. O episódio, no entanto, ganhou novos contornos após a divulgação de denúncias que indicam que o comportamento não teria sido isolado.
Reportagem publicada pelo Portal 6 revelou que Camilo já foi alvo de um boletim de ocorrência por violência psicológica contra uma mulher. Segundo o registro, ele teria enviado mensagens inadequadas via Instagram, com oferta de dinheiro por Pix, além de termos de cunho sexual e conteúdo explícito, caracterizando assédio.
Diante da gravidade dos fatos, Adriana Accorsi se posicionou por meio das redes sociais oficiais do partido, afirmando preocupação e indignação com o caso. Na nota, a dirigente destacou que o PT não tolera condutas de violência ou assédio contra mulheres e meninas e defendeu punição rigorosa ao assessor.
“O Partido dos Trabalhadores não compactua com situações de violência contra mulheres e meninas. Defendemos uma punição rigorosa, com direito à ampla defesa, de acordo com a lei, e a expulsão do partido”, afirmou Accorsi no comunicado.
A presidente estadual do PT também considerou necessário que o assessor seja submetido a acompanhamento especializado. Camilo alegou, em sua defesa, possuir diagnósticos de Transtorno Afetivo Bipolar e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), argumento citado após a repercussão do episódio envolvendo o ato obsceno.