Goiânia, 14/01/2026
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Caiado chama Marconi de “cupim branco” e alerta: “Se voltar ao palácio, destrói tudo”

12/12/25

“Se voltarem com esse cupim branco para dentro do palácio, ele vai comer tudo o que fizemos.” A metáfora usada pelo governador Ronaldo Caiado (União Brasil) abriu, de forma dura e deliberada, o alerta sobre o risco de retrocesso em Goiás. Ao comentar a consolidação da saúde fiscal do Estado, marcada pela saída do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e pela adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados e do Distrito Federal (Propag), Caiado deixou claro que a maior ameaça hoje não é econômica, mas política: a possibilidade de o comando do governo voltar às mãos de quem já levou Goiás ao colapso financeiro.

A imagem do “cupim branco” não foi escolhida ao acaso e tampouco ficou no campo da abstração. O governador direcionou a crítica ao ex-governador Marconi Perillo (PSDB), associando seu retorno ao poder a uma praga silenciosa, capaz de corroer estruturas inteiras sem fazer barulho. “Aquele cupim branco rói mais do que o preto. Aquilo é uma desgraça, destrói até concreto. Se ele voltar para o palácio, acaba com tudo o que foi construído em sete anos”, afirmou, ao ligar diretamente o passado tucano à destruição das finanças estaduais.

Caiado lembrou que assumiu Goiás após um longo ciclo de desorganização administrativa, marcado por dívidas bilionárias, salários atrasados, obras abandonadas e serviços públicos à beira do colapso — cenário herdado, segundo ele, de sucessivas gestões do PSDB. A adesão ao RRF foi apresentada como uma medida extrema, porém necessária, para evitar a insolvência total do Estado e reconstruir sua credibilidade fiscal. “Foram decisões duras, mas responsáveis. Sem isso, Goiás não teria sobrevivido”, destacou.

Com a entrada no Propag, o governador afirmou que o Estado inaugura uma fase de estabilidade de longo prazo. O programa projeta ganhos fiscais de cerca de R$ 26 bilhões ao longo de 30 anos e altera o indexador da dívida com a União, substituindo a Selic pelo IPCA com juro real zero, o que reduz a volatilidade do estoque da dívida e garante previsibilidade. “Você nunca teve um Estado de Goiás com esse nível de saúde fiscal. E não é só agora, é para as próximas décadas”, assegurou.

Foi justamente diante desse histórico de reconstrução que Caiado endureceu o tom político. Para ele, Goiás levou anos para sair do buraco e pode perder tudo rapidamente se repetir erros do passado. Ao defender a continuidade do projeto de governo, reforçou sua confiança no vice-governador Daniel Vilela (MDB). “Ele governou comigo, conhece tudo por dentro. Goiás não pode correr o risco de trazer de volta o cupim branco que quase destruiu o Estado”, concluiu.


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