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Deputada Erika Hilton comenta indiciamento de Gustavo Gayer nas redes sociais

13/12/25

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) foi indiciado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de desvio de recursos da cota parlamentar. O procedimento tramita sob sigilo, mas, segundo informações divulgadas pelo Blog da Camila Bonfim, do G1, há indícios da prática de quatro crimes: associação criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e peculato, relacionado ao desvio de dinheiro público. O relatório foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), instância responsável por analisar casos envolvendo deputados federais.

A repercussão do indiciamento chegou rapidamente às redes sociais. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) comentou o caso em publicação na qual se referiu ao Partido Liberal como “Papuda Lotada” e afirmou que os recursos teriam sido direcionados a um “CNPJ fraudulento, gerido por crianças de 1 a 9 anos de idade”. Ela também mencionou que Gayer já havia sido alvo de outra operação da PF em 2024 e relembrou o envolvimento do parlamentar em um acidente de trânsito que resultou em duas mortes e deixou uma terceira pessoa tetraplégica.

“TOC, TOC, TOC

O deputado Gustavo Gayer, do partido da Papuda Lotada, acaba de ser indiciado pela Polícia Federal por desvios de verbas.

Gayer foi pego enviando dinheiro de sua cota parlamentar para um CNPJ fraudulento, gerido por crianças de 1 a 9 anos de idade. É sério.

Pelo mesmo motivo, Gayer já havia sido alvo de uma operação da PF no ano passado, que cumpriu 19 mandados de busca em Brasília e em mais 4 cidades de Goiás. Nessa operação, a PF encontrou 70 mil reais em DINHEIRO VIVO com um de seus assessores.

Gustavo Gayer também é o deputado que, dirigindo alcoolizado, causou a morte de duas pessoas e deixou uma terceira paraplégica. Gayer nunca foi preso por isso”, publicou a deputada.

Relembre o caso de 2024
Em outubro de 2024, o apartamento funcional de Gustavo Gayer, em Brasília, foi alvo de buscas autorizadas pelo STF. Na ocasião, agentes da Polícia Federal apreenderam arquivos, o celular do parlamentar e R$ 72 mil em dinheiro vivo encontrados na casa de um de seus assessores.

Os indícios que embasaram a investigação surgiram a partir da análise do celular do assessor João Paulo de Sousa Cavalcante, que já havia sido preso em apurações relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro. Na decisão que autorizou a operação, o STF afirmou que Gayer “é apontado nas investigações como peça central da associação criminosa e autor intelectual dos possíveis crimes, responsável por direcionar as verbas parlamentares para atividades de particulares, as quais tinham o intuito de movimentar atos antidemocráticos”.

À época, o deputado reagiu afirmando que a situação era “surreal” e declarou que “nunca cometeu crime”. O caso segue em análise no Supremo.


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