Goiânia, 14/01/2026
Voz de Goiás
·
Contato: vozgoias@gmail.com
Matérias


CEI do LimpaGyn tem relatório lido, mas votação é adiada por falta de quórum

20/12/25

Após três meses de debates e apurações, o vereador Willian Veloso (PL) apresentou, nesta sexta-feira (19/12), o relatório final da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investigou a atuação do Consórcio LimpaGyn. A leitura ocorreu, mas a votação foi adiada por falta de quórum.

O presidente da comissão, vereador Welton Lemos (Solidariedade), decidiu transferir a deliberação para a próxima segunda-feira (22/12). Segundo ele, a coincidência com uma reunião da Comissão Mista, realizada na sala da Presidência da Câmara Municipal de Goiânia, reduziu o número de vereadores presentes na CEI.

A comissão é formada por Welton Lemos (presidente), Aava Santiago (PSDB, vice-presidente), Willian Veloso (PL, relator) e os membros Juarez Lopes (PDT), Pedro Azulão Jr. (MDB), Ronilson Reis (Solidariedade) e Thiallu Guiotti (Avante). Também atuam como suplentes Fabrício Rosa (PT), Sanches da Federal (PP) e Cabo Senna (PRD).

Dos sete titulares, quatro, além de dois suplentes, integram a Comissão Mista: Aava Santiago, Juarez Lopes, Pedro Azulão Jr., Ronilson Reis, Cabo Senna — que preside a Mista — e Sanches da Federal.

Mesmo sem quórum, Willian Veloso leu o relatório ao presidente da CEI e ao vereador Fabrício Rosa (PT). No texto, o relator conclui que as falhas identificadas na prestação dos serviços do Consórcio LimpaGyn não caracterizam má-fé nem indicam desvio de recursos, o que, segundo ele, afasta a necessidade de medidas judiciais. O documento também aponta melhora na execução do serviço ao longo dos trabalhos da comissão.

Para manter os avanços, o relatório recomenda a implantação de pesagem por tonelagem, revisão das medições e dos pagamentos da coleta seletiva, auditorias periódicas, padronização de veículos, ampliação da transparência das rotas e dos relatórios de serviço, além da criação de um canal de denúncias.

O vereador Fabrício Rosa manifestou posição contrária ao texto e defendeu a prorrogação da investigação por mais 120 dias, sob o argumento de que ainda há necessidade de aprofundar as apurações. A votação do relatório final ficou para a próxima sessão da comissão.


·

2026. Voz de Goiás. Direitos reservados.