Goiânia, 02/01/2026
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Eleição de 2026 reabre debate sobre explosão da violência nos governos Marconi

29/12/25

A segurança pública deve ocupar posição central no debate eleitoral de 2026 — e não apenas porque, segundo pesquisas recentes, é a maior preocupação da população brasileira. Em Goiás, o tema ganha peso ainda maior ao expor o contraste entre duas gestões: de um lado, os resultados obtidos nos últimos anos; de outro, o rastro de violência, descontrole e insegurança herdado do último ciclo administrativo comandado por Marconi Perillo (PSDB). Mais do que um capítulo incômodo de sua biografia política, os números daquele período transformaram-se no maior obstáculo para qualquer tentativa de reconstrução de sua imagem pública.

Os indicadores do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, durante o governo Marconi, Goiás viveu um quadro de explosão da criminalidade. Em 2016, foram registrados 2.491 Crimes Violentos Letais Intencionais — patamar que projetou o estado entre os mais perigosos do país. No mesmo período, crimes como latrocínio, roubo de veículos e roubo de cargas atingiram níveis alarmantes, evidenciando a incapacidade do governo tucano de controlar facções, reduzir confrontos e proteger a população. A escalada da violência marcou profundamente o cotidiano dos goianos e consolidou a percepção de que o Estado havia perdido o controle sobre a segurança pública.

A tragédia desse período torna-se ainda mais evidente quando comparada com os resultados alcançados na gestão atual. Em 2024, o mesmo Anuário registrou 960 crimes violentos letais — uma redução de 61,4% em relação a 2016. Os latrocínios caíram de 186 para 18, queda de 90,3%. O roubo de veículos despencou de 17.181 para 756 casos, enquanto o roubo de cargas baixou de 702 para 22 ocorrências. Em Goiânia, os homicídios dolosos recuaram de 439 para 132. Não se trata apenas de números: é a materialização de uma mudança estrutural na condução das políticas de segurança.

O contraste também aparece nos rankings nacionais. Em 2017, Goiás figurava como o 8º estado mais violento do Brasil, com taxa de 43,8 mortes por 100 mil habitantes. Em 2025, passou a ocupar a 19ª posição, com taxa reduzida para 15,1. A diferença entre os dois períodos não permite relativizações: enquanto um governo ficou marcado pelo colapso da segurança pública, o outro conseguiu reconstruir a capacidade operacional do Estado, reduzir indicadores criminais e reposicionar Goiás no cenário nacional.

 

É por isso que a segurança pública, ao invés de trunfo, tornou-se o calcanhar de aquiles de Marconi Perillo. O tema, que deveria sustentar um discurso de experiência administrativa, ressurge como símbolo de um passado associado ao medo, ao crescimento da criminalidade e ao enfraquecimento das instituições de combate ao crime. Em meio a um eleitorado cada vez mais sensível ao tema, o histórico de sua gestão funciona menos como credencial e mais como lembrança amarga de um período que o goiano não quer reviver — e que hoje representa o maior entrave à sua tentativa de voltar ao poder


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