30/12/25
O mercado de trabalho brasileiro atingiu um marco histórico no fim de 2025: a taxa de desemprego no país caiu para 5,2% no trimestre móvel encerrado em novembro, o menor nível desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em 2012, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse resultado ficou abaixo das expectativas de economistas e representa uma queda significativa em relação ao período anterior.
O recuo do desemprego veio acompanhado pelo fortalecimento do emprego formal e pela recorde de pessoas ocupadas, que chegou a cerca de 103,2 milhões de brasileiros trabalhando, também um novo patamar para a série histórica. O contingente de pessoas sem trabalho atingiu cerca de 5,6 milhões, o menor número já registrado desde que o IBGE passou a medir o índice de forma contínua.
Especialistas destacam que a queda persistente da taxa de desocupação está ligada a um cenário de recuperação econômica gradual e crescimento de setores como serviços, construção civil e administração pública, que ampliaram contratações, especialmente com carteira assinada. No último período analisado, observou-se ainda um aumento nos rendimentos médios reais dos trabalhadores, reforçando a ideia de um mercado de trabalho mais aquecido.
Apesar dos números positivos, analistas alertam que ainda existem desafios a serem enfrentados, como a informalidade e a necessidade de qualificação profissional para sustentar a trajetória de queda do desemprego. Mesmo assim, para muitos brasileiros, a combinação de estabilidade no emprego e aumento da ocupação representa um alívio após anos de volatilidade no mercado de trabalho.