31/12/25
Uma auditoria sobre o Programa GraduAção da Prefeitura de Anápolis constatou que a maioria dos beneficiários das bolsas para o curso de medicina não atendia aos requisitos sociais previstos no edital. Segundo o prefeito Márcio Corrêa (PL), dos cerca de 110 estudantes contemplados, apenas oito eram de baixa renda e realmente precisavam do auxílio financeiro.
A situação veio à tona após a fiscalização conduzida em conjunto com o Ministério Público de Goiás (MPGO), que monitorou as concessões e apurou irregularidades no programa. De acordo com a auditoria, muitos bolsistas possuíam condição econômica compatível com o custeio dos estudos sem auxílio público.
Em entrevista à Rádio São Francisco, o chefe do Executivo criticou a concessão das bolsas e disse que o município acabou “bancando faculdade de medicina para marmanjo rico”, expressão usada para enfatizar que beneficiários sem real necessidade econômica tiveram acesso ao benefício. Ele citou casos de estudantes que, mesmo apresentando desempenho insatisfatório, mantiveram as bolsas antes da suspensão do programa.
O prefeito afirmou ainda que busca soluções para os poucos bolsistas que comprovam efetiva necessidade, propondo que as instituições de ensino absorvam os custos desses estudantes por meio de financiamento próprio ou contrapartidas, mantendo a oferta de vagas enquanto preserva os recursos públicos.