05/01/26
A deputada federal Silvye Alves (UB) encerrou o ano de 2025 como a parlamentar goiana com o maior volume de emendas liberadas pelo governo federal, totalizando R$ 37,1 milhões pagos. O valor integra o montante de R$ 957 milhões injetados na economia de Goiás ao longo do ano por meio de emendas individuais e de bancada. O balanço, consultado no Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop) na última sexta-feira (2), revela que o pagamento representa 74,2% da dotação inicial prevista para o estado, sendo que R$ 260 milhões desse total foram transferidos na modalidade "emendas pix".
A liderança de Silvye Alves no ranking de pagamentos da Câmara Federal ficou ligeiramente acima de outros nomes expressivos da bancada, como Célio Silveira (MDB), com R$ 36,9 milhões; Magda Mofatto (PRD), com R$ 36,7 milhões; e Professor Alcides (PL), com R$ 36,4 milhões. Sobre o resultado, a parlamentar afirmou que os recursos foram aplicados em pilares como saúde, autismo e defesa da mulher, destacando a inauguração de uma unidade da Casa Coração em Anápolis para o mês de março.
No cenário oposto, a deputada Adriana Accorsi (PT), mesmo sendo da base governista, registrou o menor volume de pagamentos efetuados, com R$ 20,3 milhões. Contudo, o valor empenhado pela petista (reservado no orçamento) soma R$ 35,7 milhões, patamar similar aos demais colegas. Adriana justificou a diferença pela natureza de suas indicações em segurança e educação, áreas que possuem processos de liquidação mais complexos que a saúde. No total, Goiás possui cerca de R$ 265 milhões em empenhos de 2025 que, por não terem sido pagos até 31 de dezembro, devem ser executados como restos a pagar em 2026.
Senado
Entre os senadores, o destaque de execução foi Jorge Kajuru (PSB), que teve 100% dos R$ 68,5 milhões empenhados devidamente pagos. Kajuru, vice-líder do governo, atribuiu a eficiência ao diálogo técnico com os ministérios. Já o senador Wilder Morais (PL) obteve R$ 64,5 milhões pagos de um total de R$ 68,5 milhões empenhados, ressaltando o trabalho de sua assessoria junto aos municípios para evitar pendências documentais. Vanderlan Cardoso (PSD) apresentou o menor volume pago no Senado, com R$ 45 milhões, embora mantenha empenhos de R$ 68,4 milhões aguardando execução.