07/01/26
O desaparecimento do biólogo e ativista ambiental João Paulo Vaz da Silva, popularmente conhecido como João Planta, completou um mês nesta terça-feira (6), em Alto Paraíso de Goiás. Diante da falta de novos indícios, o Corpo de Bombeiros Militar anunciou a suspensão temporária das operações de campo na Chapada dos Veadeiros. A decisão foi tomada após as equipes esgotarem as áreas indicadas sem encontrar vestígios que permitissem delimitar um ponto inicial concreto para a continuidade dos trabalhos.
De acordo com a tenente-coronel Gyovana da Cruz Martins, comandante da ação, a eficácia das buscas foi comprometida pela ausência de dados precisos sobre as rotas de deslocamento do ativista. A militar ressaltou que recursos especializados, como o uso de cães farejadores e drones, só serão mobilizados novamente caso surjam informações relevantes que ajudem a delimitar uma nova área de atuação. No momento, as equipes permanecem em estado de prontidão aguardando denúncias da população.
João Planta desapareceu no dia 7 de dezembro, mas o boletim de ocorrência só foi registrado em 16 de dezembro, quando amigos notaram sua ausência prolongada. Segundo relatos da família, o biólogo teria saído de casa para ajudar dois homens a desatolar um veículo e, desde então, não foi mais visto. O caso é cercado de mistério, uma vez que João já havia sido vítima de uma tentativa de homicídio em 2024, embora a Polícia Civil ainda não tenha confirmado se há ligação entre os dois episódios.
Enquanto as investigações seguem sob sigilo policial, as autoridades pedem que qualquer informação sobre o paradeiro de João Paulo seja repassada imediatamente. Os contatos disponíveis para denúncias são o telefone de emergência 193, do Corpo de Bombeiros, ou o número direto (61) 99883-7341. A comunidade local e familiares seguem mobilizados na esperança de novas pistas que levem à localização do ativista.