21/01/26
O deputado estadual Talles Barreto (União Brasil) negou que o encontro que promoveu entre prefeitos de sua base e o senador Vanderlan Cardoso (PSD) tenha tido como objetivo articular apoio político ao parlamentar. A reunião ganhou repercussão após gerar reações e desconforto entre integrantes da base governista, que interpretaram o gesto como uma possível tentativa de fortalecer o nome de Vanderlan para a chapa majoritária de 2026.
Vanderlan é pré-candidato à reeleição ao Senado e já afirmou publicamente que pode disputar a segunda vaga na chapa governista, ao lado da primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil). Apesar disso, Talles, que é líder do governo na Assembleia Legislativa, afirmou que não houve qualquer pedido de apoio por parte do senador e que o encontro se limitou a um momento informal para ouvir demandas municipais.
Segundo o parlamentar, a reunião foi um “despacho descontraído” solicitado por prefeitos interessados em apresentar reivindicações diretamente a um senador da República. “Em nenhum momento foi discutido isso [apoio dos prefeitos a Vanderlan]”, declarou Talles em entrevista ao Jornal Opção, reforçando que não houve tratativas eleitorais durante a conversa.
Participaram do encontro os prefeitos Gilber Roque, de Rianápolis, Warley Gouveia, de Alexânia, além de integrantes da equipe da prefeita de Formosa, Simone Ribeiro. Durante a reunião, Talles fez elogios a Vanderlan, destacando que o senador tem contribuído com os municípios e demonstrado sensibilidade às demandas apresentadas pelos gestores locais.
Apesar da boa relação com Vanderlan, Talles Barreto afirmou que não trabalha pela indicação do senador para a chapa caiadista ao Senado. Segundo ele, sua atuação política está concentrada no apoio ao projeto de Daniel Vilela ao governo de Goiás e, sobretudo, à pré-candidatura de Gracinha Caiado ao Senado. “A única coisa que trabalho diuturnamente, além do projeto do Daniel Vilela, é a Gracinha como senadora. É a minha candidata”, afirmou, acrescentando que outras definições da chapa caberão ao governador Ronaldo Caiado e ao grupo político.