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Deputados federais goianos se movimentam para mudar de legenda na janela partidária

23/01/26

Levantamento do jornal O Popular indica que a maioria dos 17 deputados federais de Goiás admite a possibilidade de trocar de partido para disputar as eleições deste ano ou avalia seriamente a mudança. A indefinição das chapas, a viabilidade das legendas e critérios de competitividade estão entre os principais motivos citados pelos parlamentares, com base em declarações públicas, entrevistas recentes e respostas diretas à reportagem.

Para efetivar a troca sem risco de perda de mandato por infidelidade partidária, os deputados devem aguardar a janela partidária, período de 30 dias previsto na legislação eleitoral, que ocorre entre março e o início de abril. Fora desse intervalo, a desfiliação só é considerada válida em casos de justa causa — como perseguição política ou mudança no programa partidário — ou mediante carta de anuência da sigla.

A regra da fidelidade partidária se aplica aos cargos eleitos pelo sistema proporcional, como deputados federais e estaduais, nos quais o mandato também pertence ao partido. Já para os cargos do sistema majoritário, o entendimento é diferente. Em 2015, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a perda de mandato por troca de partido não se aplica a prefeitos, governadores, senadores e ao presidente da República, por violar a soberania do voto popular.

Entre os parlamentares com destino considerado praticamente definido estão Lêda Borges (PSDB), Magda Mofatto (PRD), Professor Alcides (PL) e Zacharias Calil (União Brasil). De olho no Senado, Zacharias afirmou que conversou com o governador Ronaldo Caiado e avalia migrar para um partido com candidatura própria ao governo, citando PL e PSDB como opções. Ele também disse que pretende dialogar com o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, antes de formalizar a saída.

Professor Alcides declarou que deve retornar ao PSDB, legenda à qual já foi filiado, enquanto Lêda Borges afirmou que mantém conversas avançadas com o Republicanos. Já Magda Mofatto acertou o retorno ao Partido Liberal, em articulação nacional conduzida por Valdemar Costa Neto, com interlocução do governador Caiado. Entre os movimentos em curso, há ainda a deputada Silvye Alves, que anunciou a saída do União Brasil após relatar coação em votação no Congresso; procurada novamente, ela não respondeu aos questionamentos.


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