Goiânia, 02/03/2026
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Isolamento político e base frágil ampliam riscos para projeto de Marconi

25/01/26

A eventual candidatura do ex-governador Marconi Perillo ao governo de Goiás em 2026 enfrenta um cenário adverso, marcado por isolamento político e redução de alianças. A avaliação é do estrategista e analista de cenários políticos Marcos Marinho, que vê elevado risco na insistência do tucano em manter um projeto eleitoral com base limitada.

Segundo Marinho, o contexto atual difere daquele que sustentou a hegemonia do PSDB no Estado por duas décadas. O partido perdeu capilaridade, e Perillo já não dispõe da rede de apoios que garantiu vitórias anteriores. Para o analista, avançar com uma candidatura sem estrutura consistente pode produzir efeitos irreversíveis na trajetória política do ex-governador.

O quadro tende a se agravar com mudanças no campo partidário. A possível saída do Cidadania da federação com o PSDB enfraquece ainda mais a legenda, tanto no plano nacional quanto em Goiás. Em sentido oposto, a provável consolidação de uma aliança entre a base do governador Ronaldo Caiado e o PL, liderado no Estado pelo senador Wilder Morais, forma um bloco eleitoral robusto e de difícil enfrentamento.

Nesse tabuleiro, Perillo ainda teria de disputar espaço com o vice-governador Daniel Vilela, que surge como pré-candidato com alto índice de conhecimento e apoio político consolidado. Para Marinho, a combinação desses fatores reduz de forma significativa a margem de manobra do ex-governador.

O analista questiona se a memória de gestões passadas e o apoio de antigos aliados seriam suficientes para reverter o cenário. “Será que a paixão de suas ‘viúvas’ e a lembrança de seus governos bastam para superar esse ambiente desfavorável?”, indaga.

Na avaliação final, o risco vai além de uma derrota nas urnas. Uma candidatura sem sustentação pode empurrar Marconi Perillo para uma posição secundária na política goiana, encerrando um ciclo de protagonismo que marcou sua atuação por 20 anos à frente do Estado.


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