Goiânia, 02/03/2026
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Ex-presidente da Comurg é indiciado por corrupção e peculato

28/01/26

O ex-presidente da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), Alisson Silva Borges, foi indiciado por corrupção passiva, peculato e fraude em contrato em inquérito da Polícia Civil de Goiás (PC-GO). A apuração é um desdobramento da Operação Endrôminas, deflagrada em março de 2024, e investiga irregularidades em contratos milionários firmados pela estatal municipal. Alisson liderou a Comurg na gestão do então prefeito Rogério Cruz (Solidariedade).

 Segundo a investigação conduzida pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), empresas contratadas pela Comurg teriam custeado obras e serviços em um imóvel de alto padrão pertencente a Alisson, localizado em um condomínio de chácaras em Bela Vista de Goiás. Entre os itens apontados estão materiais de construção, móveis, piscina e jacuzzi, o que, de acordo com o inquérito, caracterizaria pagamento de vantagem indevida em troca de favorecimento nos contratos.

O relatório final aponta que os fatos estão relacionados a três contratos decorrentes do Pregão Eletrônico nº 007/2022, que somam R$ 11,8 milhões, destinados à aquisição de materiais de construção para manutenção e execução de obras da companhia. As investigações indicam ainda indícios de frustração do caráter competitivo da licitação, com combinação prévia de lances, preços considerados inexequíveis e liberação de pagamentos sem a devida comprovação da entrega de insumos ou da execução dos serviços.

Além de Alisson, foram indiciados dois ex-diretores da Comurg, servidores da companhia, empresários e um ex-secretário municipal. Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu R$ 431 mil na residência do então presidente da Comurg, em Goiânia. Após a deflagração da Endrôminas, ele deixou o comando da estatal, alegando à época que disputaria as eleições municipais.

A defesa de Alisson informou que pediu a suspensão do processo no Tribunal de Justiça de Goiás, sob o argumento de que o inquérito principal da Operação Endrôminas está suspenso por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota, os advogados afirmaram que o ex-presidente nega irregularidades, sustenta que atuou dentro da legalidade e disse que prestará esclarecimentos após ter acesso integral aos autos.


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