29/01/26
A filiação do governador Ronaldo Caiado ao PSD fecha mais uma porta estratégica para o projeto de Marconi Perillo (PSDB) e deixa sua pré-candidatura ao Palácio das Esmeraldas ainda mais enfraquecida. A movimentação consolida o redesenho do tabuleiro político em Goiás e isola a tentativa de retorno do PSDB ao comando do estado.
Após o fracasso da fusão do PSDB com o Podemos, barrada pela direção nacional do partido, o entorno de Marconi passou a alimentar a hipótese de uma aliança com o PSD. A aposta ganhou corpo diante da possibilidade de o senador Vanderlan Cardoso ficar fora da chapa governista ao Senado, o que, na leitura tucana, poderia empurrá-lo para a oposição.
Marconi trabalha há meses para viabilizar sua pré-candidatura, mas enfrenta dificuldades evidentes para construir alianças. Até agora, o tucano acumulou apenas acenos pontuais de ex-mandatários e discursos de apoio individuais, sem a adesão formal de qualquer legenda além do próprio PSDB — um cenário frágil para quem pretende disputar o governo estadual.
A expectativa, no entanto, mostrou-se equivocada. Vanderlan já vinha sinalizando alinhamento com Caiado e com o vice-governador Daniel Vilela, e a entrada formal do governador no PSD praticamente sela a adesão da legenda à base governista. Com Caiado no partido, o espaço para qualquer entendimento com Marconi simplesmente desaparece.
Na prática, a mudança transforma uma hipótese improvável em algo inviável. O PSD vai marchar unido com o governo estadual, enterrando de vez qualquer chance de aliança com o PSDB.