Goiânia, 06/02/2026
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Gasolina cai na Petrobras, mas postos não repassam redução ao consumidor

06/02/26

O preço da gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras acumula queda de 16,4% desde dezembro de 2022, passando de R$ 3,08 para R$ 2,57 por litro após oito reduções em 11 reajustes realizados pela estatal. Nos postos, porém, o movimento foi inverso: o valor médio ao consumidor subiu 37,1% no mesmo período, saltando de R$ 4,98 para R$ 6,33 por litro. Na prática, abastecer um tanque de 50 litros ficou cerca de R$ 67,50 mais caro para o motorista.

Especialistas apontam que a carga tributária tem peso decisivo na composição do preço final. Os impostos representam até 39% do valor pago nas bombas. O ICMS estadual, fixado em R$ 1,57 por litro após reajuste definido pelo Confaz no início de 2026, responde por cerca de um quarto do total. Já os tributos federais, como PIS/Cofins, somam R$ 0,79 por litro, enquanto a Cide permanece residual. Como a parcela da Petrobras equivale a pouco mais de 28% do preço final, reduções na refinaria tendem a demorar para impactar o consumidor.

Na semana de 4 a 10 de janeiro, a média nacional chegou a R$ 6,29 por litro, com alta de 1,13%, pressionada principalmente pelo aumento do ICMS. Capitais do Norte concentram os maiores preços do país, como Rio Branco (R$ 7,24), Porto Velho (R$ 7,03) e Manaus (R$ 6,98). Em grandes centros, os valores também permanecem elevados: São Paulo registra R$ 6,10, Rio de Janeiro R$ 6,14 e Belo Horizonte R$ 6,18.

Algumas capitais do Nordeste apresentam preços abaixo de R$ 6 por litro, influenciadas por margens menores de revenda. São Luís marca R$ 5,74, Teresina R$ 5,90 e João Pessoa R$ 5,93. Em Goiânia, o litro é vendido em média a R$ 6,52, acima da média nacional. Motoristas aguardam se novas reduções anunciadas pela Petrobras, incluindo um corte recente de 5,17%, serão repassadas ao consumidor nas próximas semanas.


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