Goiânia, 10/02/2026
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Sem apoio da direita, Marconi pode buscar aliança com o PT em Goiás

08/02/26

Pré-candidato ao governo de Goiás pelo PSDB, Marconi Perillo enfrenta entraves para estruturar sua chapa majoritária. Segundo aliados ao jornal Opção, a montagem pode seguir a lógica resumida por um tucano: “Não tem tu, vai tu mesmo”, em referência à possibilidade de composição com nomes sem densidade eleitoral.

Entre os cotados para vice está Jalles Fontoura. O ex-prefeito de Goianésia, porém, demonstra resistência. O empresário Otavinho Lage, irmão de Jalles, descartou a hipótese de integrar a chapa. O nome do ex-prefeito Leozão Menezes também circula, mas encontra restrições internas. Já Hélio de Sousa não pretende disputar a vice nem vaga na Câmara Federal; deve buscar cadeira na Assembleia Legislativa.

No caso de Aava Santiago, vereadores e dirigentes avaliam que seu movimento ainda não está definido. Embora tenha deixado o PT, há quem sustente que ela pode compor como candidata ao Senado ou à vice na chapa tucana. Outra ala considera possível uma aproximação com a candidatura petista ao governo, seja com Edward Madureira, Luis Cesar Bueno ou Valério Luiz Filho.

No plano estratégico, o PSDB monitora o cenário da base governista. O senador Vanderlan Cardoso é visto como possível dissidente, caso se sinta preterido na aliança que reúne MDB, União Brasil e PSD. Outro nome observado é o deputado federal Zacharias Calil, que pode deixar o União Brasil e disputar o Senado na chapa tucana.

A equação eleitoral depende do movimento do PL. Se o senador Wilder Morais mantiver candidatura própria ao governo, a avaliação no PSDB é de que a disputa pode ir ao segundo turno. Caso o PL opte por compor com Daniel Vilela, pré-candidato do MDB, e com Gracinha Caiado ao Senado, o espaço de Marconi no campo da direita tende a diminuir.

Nesse contexto, dirigentes nacionais do PT discutem a necessidade de palanque consistente para a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva em Goiás. O presidente nacional do partido, Edinho Silva, acompanha as conversas. Embora a presidente estadual, Adriana Accorsi, sinalize preferência por candidatura própria, setores do partido admitem diálogo.

A eventual aliança entre PSDB e PT não teria como eixo afinidade programática, mas cálculo político. Isolado no campo conservador e dependente de dissidências da base governista, Marconi pode buscar no PT o palanque que lhe resta. A incógnita é se haverá segundo turno para sustentar essa estratégia.


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