09/02/26
Em Portugal, a eleição presidencial realizada no último domingo terminou com uma derrota significativa para a candidata de direita radical. O socialista António José Seguro foi eleito presidente com cerca de 66,7% dos votos, superando o candidato André Ventura, do partido Chega, que obteve cerca de 33,3% dos votos válidos no segundo turno.
O resultado representa uma forte rejeição às propostas e ao discurso da extrema direita, que vinha ganhando espaço no cenário político português nos últimos anos, especialmente depois do partido Chega se tornar a segunda maior força parlamentar nas eleições legislativas de 2025.
Apesar da derrota, o desempenho de Ventura foi o melhor de um candidato de extrema direita na história recente de Portugal e indica que o partido Chega continua a ter uma base considerável de apoio — ainda que insuficiente para conquistar a Presidência da República.
Analistas destacam que a vitória de Seguro foi impulsionada por uma frente ampla de eleitores moderados, incluindo setores de centro e centro-direita, que se uniram em torno de um candidato visto como capaz de conter a polarização e preservar valores democráticos diante do avanço de posturas mais extremistas.