10/02/26
O cantor porto-riquenho Bad Bunny foi a atração principal do show do intervalo do Super Bowl LX, no dia 8 de fevereiro de 2026, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia. Ele se tornou o primeiro artista solo latino a liderar praticamente toda a apresentação em espanhol, com participações de Lady Gaga, Ricky Martin e Los Pleneros de la Cresta. A performance buscou misturar música, cultura latina e uma mensagem explícita de inclusão e diversidade no maior palco do esporte americano.
O espetáculo, que ocupou cerca de 13 minutos no intervalo entre as equipes Seattle Seahawks e New England Patriots, foi marcado por elementos visuais e narrativos fortes. Bad Bunny exibiu cenas que evocavam a cultura porto-riquenha — de festas tradicionais a paisagens rurais — e concluiu com a exibição de uma bola com a frase “Together we are America” (“Juntos somos a América”), reforçando um apelo pela unidade e pela superação de divisões políticas e sociais.
A reação política ao show não tardou. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou sua plataforma de rede social Truth Social para criticar duramente a apresentação. Trump classificou o show como “absolutamente terrível”, “um dos piores de todos os tempos” e “uma afronta à grandeza da América”, afirmando que ninguém entendia o que Bad Bunny estava dizendo e que a apresentação não refletia os padrões de sucesso, criatividade ou excelência do país.
A crítica de Trump também se estendeu ao fato de o show ter sido feito majoritariamente em espanhol, algo que ele considerou inadequado para o público infantil e desconectado das tradições culturais dos Estados Unidos. Em sua postagem, o ex-presidente aproveitou para questionar normas da NFL e reiterou sua preferência por uma alternativa ao show principal, como o evento paralelo conservador “All-American Halftime Show”, que incluiu artistas de música country e reuniu milhões de espectadores por plataformas digitais.
Apesar das críticas, o show de Bad Bunny foi amplamente elogiado por fãs, artistas e figuras públicas por sua celebração da cultura latina e por sua mensagem de amor e inclusão. A diversidade de reações — que vão de aplausos por ampliar a representação cultural a críticas por parte de segmentos conservadores — reflete o papel cada vez mais político e simbólico do espetáculo do Super Bowl, que transcende o esporte e se insere no debate cultural e social nos Estados Unidos.