Goiânia, 17/02/2026
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Goiás e DF tentam consórcio com União para evitar alta de passagens do Entorno

16/02/26

As passagens de ônibus entre o Distrito Federal e os municípios do Entorno goiano vão ficar mais caras a partir de 22 de fevereiro, após reajuste autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O aumento atinge linhas usadas diariamente por milhares de trabalhadores e estudantes que dependem do transporte semiurbano para se deslocar até Brasília. A alta ocorre em meio a um impasse federativo envolvendo a gestão do sistema.

O reajuste avança enquanto os governos de Goiás e do Distrito Federal tentam estruturar um consórcio interfederativo com participação da União para reorganizar o transporte e permitir subsídios que aliviem o custo das tarifas. A proposta busca dividir responsabilidades financeiras e administrativas entre os entes, nos moldes de modelos já adotados em regiões metropolitanas do país.

Segundo interlocutores dos dois governos, a tentativa é justamente evitar que aumentos sucessivos recaiam diretamente sobre o usuário. No entanto, a União — que é a responsável pela regulação do sistema interestadual — ainda não aderiu ao consórcio. A falta de participação federal impede a criação de um fundo compartilhado capaz de equilibrar custos e garantir previsibilidade tarifária.

Sem o acordo tripartite, Goiás e DF avaliam que ficam impossibilitados de assumir sozinhos os passivos do sistema, o que inviabiliza a aplicação de subsídios permanentes. Especialistas apontam que, enquanto não houver solução institucional, a recomposição de custos tende a continuar sendo repassada às passagens, pressionando o orçamento de quem depende do transporte diariamente.

 

Confira a nota do Governo de Goiás:

O Governo de Goiás é contrário a qualquer reajuste no transporte semiurbano do Entorno do Distrito Federal. Embora Goiás e o Distrito Federal atuem de forma conjunta para resolver o problema, não têm encontrado respaldo da União.

A proposta de criação de um consórcio entre União, Goiás e Distrito Federal foi barrada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres, o que impede a participação do governo federal, apesar de a União ser a responsável pela regulação do sistema.

Na prática, a decisão obriga Goiás e o DF a assumirem sozinhos custos e responsabilidades, inclusive passivos, o que onera de forma exagerada os entes e rompe o equilíbrio federativo.


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