20/02/26
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu manter o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do projeto de lei antifacção, mesmo após apelos do Palácio do Planalto por sua substituição. A decisão provocou reação do governo federal e abriu novo capítulo nas tensões entre o Legislativo e o Executivo.
À coluna do SBT News, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que a permanência de Derrite na relatoria “não ajuda no diálogo” entre os Poderes. Segundo a ministra, a preocupação do governo é preservar o texto aprovado anteriormente no Senado, diante da avaliação de que o projeto teria sido alterado na tramitação na Câmara.
O governo federal defendia a troca do relator para evitar mudanças consideradas significativas no conteúdo original elaborado pelo Ministério da Justiça. Integrantes do Planalto avaliam que a condução do texto na Câmara pode resultar em novo distanciamento da proposta inicial.
Hugo Motta, por sua vez, minimizou o impacto político da decisão e afirmou que há disposição para construir o texto em diálogo com o governo, envolvendo a Casa Civil, o Ministério da Justiça e a Secretaria de Relações Institucionais. A manutenção de Derrite ocorre em um momento de idas e vindas na relação entre Câmara e Planalto, marcado por divergências recentes em pautas legislativas.