Goiânia, 22/02/2026
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Kassab reafirma candidatura própria do PSD ao Planalto e defende fim da reeleição

22/02/26

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, reiterou nesta sexta-feira (20/2) que o partido terá candidato próprio à Presidência da República. A declaração foi publicada nas redes sociais e ocorre em meio a especulações sobre eventual apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O PSD comanda os ministérios da Pesca, Minas e Energia e Agricultura no governo federal.

“Neste momento, em consonância com o PSD, tenho plena convicção no encaminhamento de três excelentes pré-candidatos ao cargo de presidente da República nas eleições deste ano”, afirmou Kassab. Ele citou os governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Júnior (Paraná). “O Brasil estará muito bem servido se puder contar com (os governadores) Ronaldo Caiado (Goiás), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) ou Ratinho Júnior (Paraná) como seu presidente da República, a partir de 2027.”

No dia 11, Kassab declarou que a possibilidade de o PSD integrar chapa como vice de Lula é inexistente. “Tenho respeito pelo presidente. Se ele tinha essa intenção, eu agradeço. Mas não existe essa chance, a chance é zero”, disse. Em entrevista à Globonews no dia 9, afirmou que comunicou a Lula que o partido não apoiará sua candidatura. “Nunca fechamos questão em relação a nenhum tema, mas nós não vamos caminhar com ele (Lula). Eu entendo que nossa proposta é diferente”, declarou. “Tem o nosso respeito essa vontade dele, mas ele sabe, porque eu mesmo já disse a ele, que nós não caminharíamos juntos. Nós vamos ter o nosso caminho.”

Kassab também defendeu pautas que devem integrar o programa da legenda, como o fim da reeleição para cargos do Executivo, tema em debate no Senado por meio da PEC 12/2022, além de reforma administrativa e fixação de idade mínima para ministros de tribunais superiores.

A estratégia nacional convive com divergências internas. Diretórios do Nordeste sinalizam apoio a Lula, apesar da posição da direção nacional. Em São Paulo, Kassab integra o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado de Jair Bolsonaro (PL). O dirigente afirmou ao UOL News que “uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade; outra coisa é submissão”. Sem citá-lo, Tarcísio respondeu: “Acho interessante como as pessoas confundem lealdade com submissão. Amizade e lealdade viraram atributos raros na política. As pessoas agem por interesse próprio. Quem fala em submissão não entende nada sobre amizade e valores.”

No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PSD), aliado de Lula e pré-candidato ao governo estadual, anunciou como vice a advogada Jane Reis (MDB), irmã de Washington Reis, aliado de Bolsonaro.

No fim de janeiro, Caiado formalizou filiação ao PSD com vistas à disputa presidencial. Kassab afirmou que o partido definirá até 15 de abril o nome que representará a legenda. “O critério é político. A avaliação vai ser feita ao longo desses 60 dias. Até 15 de abril deve estar escolhido esse nome. Os três estão muito bem preparados, são três governadores com aprovação extraordinária”, disse. Pesquisa Genial/Quaest divulgada em fevereiro apontou Ratinho Júnior como o mais bem posicionado entre os três nomes na disputa interna.


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