05/03/26
O cenário político para as eleições de 2026 em Goiás indica dificuldades para o PSDB na construção de alianças. O ex-governador Marconi Perillo, que busca viabilizar sua pré-candidatura ao governo do Estado, ainda não conseguiu atrair partidos relevantes para compor sua chapa majoritária, seja para as vagas de vice-governador ou de senador.
A ausência de apoios contrasta com o avanço das articulações entre os principais adversários. O senador Wilder Morais (PL), por exemplo, conquistou o apoio de de Ana Paula Rezende, filha do ex-governador Iris Rezende, que deve disputar a vice-governadoria na chapa do liberal. Ana será testada pela primeira vez nas urnas, o que torna o apoio com pouca relevância para a disputa diante de outros políticos tão experimentados.
Na base governista, o vice-governador Daniel Vilela (MDB), pré-candidato ao Palácio das Esmeraldas, também avança na formação de sua coligação. Daniel já possui o apoio de mais de 210 prefeitos. Além disso já construiu uma chapa robusta. Os nomes cotados para disputar o Senado estão a primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil), considerada favorita para a vaga, além do deputado federal Zacharias Calil e do senador Vanderlan Cardoso, que aparecem como possíveis alternativas para a segunda cadeira.
Nesse contexto, o PSDB enfrenta dificuldades para ampliar seu arco de alianças. Sem o apoio de partidos como Progressistas (PP) e PSD — que hoje mantêm proximidade com o governo estadual —, cresce a possibilidade de Marconi Perillo disputar o pleito com uma chapa formada majoritariamente por quadros do próprio partido. O desafio do tucano, portanto, passa a ser reconstruir pontes políticas e demonstrar capacidade de articulação em um cenário no qual as principais forças do estado já avançaram em suas composições eleitorais.