22/03/26
Análise publicada pelo Jornal Opção indica que os pré-candidatos Wilder Morais (PL) e Marconi Perillo (PSDB) podem reduzir o desempenho um do outro ao longo da disputa pelo Governo de Goiás. O texto aponta que a fragmentação do eleitorado entre os dois tende a limitar o crescimento de ambos.
Segundo a publicação, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) aparece como favorito nas pesquisas de intenção de voto. O cenário inclui apoio de prefeitos e candidatos proporcionais, além da atuação do governador Ronaldo Caiado (PSD) na articulação política.
De acordo com a análise, a tendência é de crescimento do emedebista à medida que as chapas são definidas. A baixa rejeição também é apontada como fator que pode ampliar sua votação. O texto afirma que existe possibilidade de vitória no primeiro turno, a depender do desempenho dos adversários.
O levantamento indica que Marconi Perillo apresenta limite de crescimento em torno de 20% das intenções de voto. A rejeição elevada e a ausência de expectativa de poder são citadas como fatores que mantêm o tucano nesse patamar.
No caso de Wilder Morais, a análise aponta cenário indefinido. A aliança com Ana Paula Rezende não produziu impacto relevante até o momento. Em uma das pesquisas citadas, ele aparece com cerca de 12%, em empate com Adriana Accorsi (PT).
O texto sustenta que, para avançar, Wilder e Marconi tendem a disputar o mesmo espaço eleitoral. “O mais provável é que um deles vai ser esvaziado pelo outro”, aponta a análise.
Ainda segundo o Jornal Opção, há possibilidade de redistribuição de votos entre os dois, com eventual deslocamento de eleitores do PSDB para o PL. Nesse cenário, ambos poderiam permanecer em patamar semelhante, sem avanço significativo.
A análise conclui que a disputa entre Wilder Morais e Marconi Perillo pode limitar o crescimento dos dois candidatos. “Então, no lugar de crescer, Wilder Morais e Marconi Perillo podem puxar um e o outro para baixo. Podem estagnar numa faixa baixa, que, por isso, poderá não criar expectativa de poder. E, como sabe, expectativa de poder é decisiva em eleições majoritárias”.