O cantor Amado Batista negou que tenha havido resgate de trabalhadores em sua propriedade após ter o nome incluído na chamada “lista suja” do trabalho escravo, atualizada pelo governo federal. O cadastro reúne empregadores responsabilizados administrativamente por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão.
A inclusão do artista ocorreu após fiscalizações realizadas em 2024, em áreas rurais ligadas ao cultivo de milho no estado de Goiás. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, houve autuações em duas situações distintas: uma em propriedade do cantor e outra em área arrendada por ele.
De acordo com as informações oficiais, trabalhadores foram encontrados em condições irregulares, incluindo jornada exaustiva. Em uma das áreas, houve resgate de trabalhadores vinculados a uma empresa terceirizada.
Em nota, a assessoria de Amado Batista afirmou que não houve resgate de trabalhadores em sua propriedade e que todos seguem trabalhando normalmente. O cantor também reconheceu a fiscalização em área arrendada e informou que foram adotadas medidas para regularização, incluindo assinatura de termo com o Ministério Público do Trabalho.
A “lista suja” é atualizada periodicamente e inclui empregadores após conclusão de processos administrativos. A permanência no cadastro pode chegar a dois anos, com possibilidade de saída antecipada em caso de regularização das pendências.