22/04/26
A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, criticou os novos limites estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal para o pagamento de benefícios a magistrados e afirmou que a categoria pode passar a viver “em regime de escravidão”. A declaração foi feita durante sessão da 3ª Turma de Direito Penal, no último dia 9 de abril.
A fala ocorre no contexto de remunerações elevadas no Judiciário. De acordo com dados oficiais do tribunal, a magistrada recebeu cerca de R$ 91,2 mil líquidos no mês de março, valor que inclui salários e adicionais pagos dentro das regras vigentes à época.
Durante a manifestação, a desembargadora afirmou que juízes têm sido retratados como “vilões” e associados à ideia de privilégios. Segundo ela, há uma percepção de que integrantes da magistratura buscam “ganhar muito sem fazer nada”, o que, na sua avaliação, não condiz com a rotina da função.
A magistrada também destacou a carga de trabalho, mencionando jornadas prolongadas, com atuação além do horário regular e aos fins de semana. Ela sugeriu que a população acompanhe o cotidiano da carreira para compreender as exigências do cargo.
As declarações ampliam o debate sobre os limites de remuneração no serviço público e o impacto das decisões do STF sobre benefícios adicionais. Procurado, o Tribunal de Justiça do Pará não se manifestou até a última atualização.