Goiânia, 10/06/2026
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Vereador Luan Alves é alvo de operação que apura esquema de propina

10/06/26

O vereador Luan Alves (MDB), ex-presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), e outros seis ex-servidores municipais foram alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor) na manhã desta quarta-feira (10). A operação apura um suposto esquema de cobrança de propina para a liberação de alvarás temporários de funcionamento de atividades de entretenimento em Goiânia entre os anos de 2017 e 2022.

Além das buscas, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de outros cinco investigados. As investigações tiveram início após denúncia apresentada por um empresário do setor, que relatou ter sido alvo de cobranças ilegais para obter autorizações necessárias ao funcionamento de seus empreendimentos.

Segundo o inquérito, eram exigidos pagamentos em dinheiro, transferências bancárias, PIX, depósitos e até a prestação de serviços gratuitos em troca da emissão das licenças. As apurações envolvem principalmente atividades ligadas às conhecidas Carretas Furacão e da Alegria, mas também alcançam um parque de diversões temático de Natal e uma praça de alimentação itinerante.

De acordo com os investigadores, o empresário afirmou ter encerrado suas atividades em Goiânia em 2021 por não conseguir mais suportar as cobranças indevidas. O prejuízo estimado por ele ultrapassa R$ 400 mil.

As investigações apontam que os agentes públicos envolvidos atuavam em pelo menos quatro órgãos da administração municipal, incluindo a Amma. Os crimes apurados são corrupção ativa, concussão — quando o agente público exige vantagem indevida em razão da função — e associação criminosa.

Embora o nome de Luan Alves apareça no inquérito, as investigações não indicam, até o momento, que ele tenha solicitado diretamente vantagens indevidas. Segundo a apuração, o vereador é citado em razão de questões relacionadas à tramitação documental e à liberação das autorizações. Em março de 2024, ele já havia sido alvo de busca e apreensão durante a Operação Endrôminas, também conduzida pela Deccor, mas em investigação distinta.


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