11/06/26
A Justiça de Goiás condenou a advogada Amanda Partata Mortoza ao pagamento de R$ 25 mil por danos morais ao ex-namorado, além de uma pena de 6 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de extorsão, perseguição e falsidade ideológica. Amanda está presa desde 2023 e também responde por duplo homicídio, acusada de envenenar o ex-sogro, Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e a mãe dele, Luzia Alves, de 86 anos, em Goiânia.
A sentença foi proferida pelo juiz Luciano Borges da Silva, que entendeu que a acusada submeteu a vítima a uma série de constrangimentos, ameaças e perseguições após o término do relacionamento. Na decisão, o magistrado destacou os danos emocionais e psicológicos sofridos pelo ex-companheiro, que teve sua rotina pessoal, social e profissional afetada pelas ações atribuídas à advogada.
Segundo as investigações, Amanda teria realizado ligações anônimas, enviado mensagens ameaçadoras e promovido falsas acusações contra o ex-namorado. O juiz também reconheceu a agravante de motivo torpe no crime de perseguição, ao considerar que a conduta foi motivada pela inconformidade da acusada com o fim do relacionamento.
Amanda Partata está presa preventivamente desde dezembro de 2023. De acordo com a Polícia Civil, ela é suspeita de ter envenenado Leonardo Pereira Alves e Luzia Alves após levar bolos de pote consumidos durante um café da manhã na residência da família. Laudos periciais apontaram a presença de substância tóxica nos alimentos ingeridos pelas vítimas.
A defesa da advogada informou que pretende recorrer da condenação ao Tribunal de Justiça de Goiás. Paralelamente, Amanda aguarda julgamento pelo caso do duplo homicídio qualificado, processo que ganhou repercussão nacional e segue em tramitação na Justiça goiana.