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Absolvido em ação, Tião Peixoto acusa MP pela morte da esposa

19/08/26

O vereador por Goiânia Tião Peixoto (PSDB) acusou integrantes do Ministério Público (MP) de terem responsabilidade pela morte de sua esposa após uma operação realizada durante investigação sobre supostas irregularidades no Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas). Em entrevista ao G5News, o parlamentar afirmou que a mulher sofreu um derrame e morreu três dias depois da ação.

Segundo Tião, agentes entraram na residência da família durante a operação e encontraram sua esposa nua, enquanto ela trocava de roupa. O vereador afirmou que a situação provocou forte abalo emocional na mulher. Ao falar sobre os integrantes do MP envolvidos no caso, o parlamentar usou termos como “canalhas” e “assassinos” e disse atribuir diretamente a eles a morte da esposa. 

A operação estava relacionada a uma investigação sobre supostas irregularidades em contratos entre o Imas e a empresa Urgembras, estimados em cerca de R$ 10 milhões. Tião, que presidiu o instituto, voltou a negar qualquer participação em desvios. Durante a entrevista, afirmou ainda que pretende responsabilizar judicialmente os integrantes do Ministério Público envolvidos no episódio. 

O caso resultou em uma ação civil pública por improbidade administrativa. Segundo a acusação do MP, Tião e outros réus teriam participado de irregularidades destinadas a beneficiar a empresa, incluindo suspeitas envolvendo documentos falsos e guias de consultas fictícias. No decorrer do processo, porém, um ex-diretor do Imas assumiu a responsabilidade pelos atos ilícitos e afirmou que os demais envolvidos não tinham conhecimento das fraudes.

Em novembro de 2024, Tião Peixoto foi absolvido na ação de improbidade pela 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal. A Justiça concluiu que não ficou demonstrado dolo na conduta atribuída ao então presidente do Imas. A acusação de que a operação teria provocado a morte da esposa, entretanto, é uma afirmação feita pelo próprio vereador e não uma conclusão judicial. As informações são do G5News.


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