30/08/26
O apoio do prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), à reeleição do governador Daniel Vilela (MDB) não representa um movimento isolado dentro do Partido Liberal em Goiás. Outros três prefeitos que continuam filiados à legenda também decidiram ficar com o emedebista na disputa pelo governo estadual, apesar de o PL ter lançado o senador Wilder Morais como candidato ao Palácio das Esmeraldas.
Além de Márcio Corrêa, integram o grupo Carlinhos do Mangão, prefeito de Novo Gama; Dr. Luis Otávio, de Cristalina; e Alzemar Neto, de Campo Limpo de Goiás. Os quatro mantiveram a filiação ao PL, mas não acompanham a candidatura do presidente estadual do partido na eleição para governador. O cenário evidencia uma divisão entre os prefeitos que chegaram ao comando de municípios goianos pelo PL nas eleições de 2024. Naquele pleito, o partido conquistou 26 prefeituras no Estado, resultado que ampliou a presença da legenda no interior e em cidades com peso eleitoral, como Anápolis.
Desde então, dez dos 26 prefeitos eleitos pelo PL deixaram o partido. Outros quatro permaneceram na legenda, mas optaram pelo apoio a Daniel. Dessa forma, mais da metade do grupo de gestores municipais originalmente eleito pela sigla em 2024 deixou o PL ou não acompanha Wilder na disputa estadual.
Entre os prefeitos que trocaram de legenda, seis migraram para o União Brasil, partido que integra a coligação de Daniel. São eles Simone Ribeiro, de Formosa; Daniel Júnior, de Bom Jesus de Goiás; Dr. Conin, de Indiara; Jaco Rotta, de Cabeceiras; Dr. Victor, de Santa Fé de Goiás; e Wivviane Duarte, de Gameleira de Goiás. A situação de Márcio Corrêa ganhou maior repercussão por envolver a terceira maior cidade de Goiás e provocar uma reação da direção estadual do PL. O prefeito declarou apoio a Daniel mesmo após permanecer no partido e passou a enfrentar um processo interno que pode resultar em sua expulsão.