Goiânia, 02/10/2026
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Candidata do Novo rompe com Wilder Morais e declara apoio a Daniel Vilela

02/10/26

A candidata a deputada federal Manu Pádua (Novo) retirou o apoio a Wilder Morais (PL) na disputa pelo Governo de Goiás e declarou voto no governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB). O anúncio foi feito em vídeo publicado na reta final da campanha para o primeiro turno. Manu integra a chapa do Novo à Câmara dos Deputados. O partido compõe a coligação Goiás que Cresce, liderada por Wilder. 

Ao justificar a mudança, a candidata afirmou que um acordo firmado no âmbito da aliança eleitoral não teria sido cumprido pelo candidato do PL. “Nós temos uma chapa onde são 12 homens e seis mulheres candidatas a deputados federais no partido Novo, e nós tínhamos uma coligação que se chama Goiás que Cresce [liderada por Wilder Morais]. Dentro dessa coligação, foi firmado um acordo com um candidato a governo e não foi cumprido a parte dele”, afirmou.

A candidata também relatou ter compromissos financeiros relacionados à campanha e fez críticas a Wilder ao tratar da falta dos repasses que, segundo ela, estavam previstos no acordo. Diante da situação, Manu anunciou a mudança de posição na eleição estadual. “Então, hoje eu retiro o meu apoio do candidato a governo, Wilder Morais, e declaro o meu apoio ao candidato Daniel Vilela do MDB, número 15. Por este fato, porque não cumpriu com o que havia prometido dentro do partido”, declarou.

A decisão ocorreu no mesmo dia em que outro candidato do Novo à Câmara dos Deputados, Lucas Brás, anunciou o rompimento com Wilder e apoio a Daniel. Representante da região Noroeste de Goiânia, ele também alegou o descumprimento de compromissos relacionados à campanha. “Ele não cumpriu o que foi tratado. Não atende ligação, não dá retorno. Ele não é acessível, não gosta de gente. Eu sou candidato, represento a região Noroeste e até hoje não consegui falar com ele”, afirmou Lucas.

No caso de Lucas, o presidente do Novo em Goiás, Alano Queiroz, afirmou ao Jornal Opção que a decisão era individual e que o partido permanecia na aliança com Wilder. A legenda é a única, além do próprio PL, a integrar a coligação do candidato ao governo. Após as manifestações dos dois candidatos, o PL de Goiás informou, em nota, que a direção nacional da legenda deixou de fazer um dos pagamentos previstos para financiar as campanhas proporcionais.

Segundo o partido, “o PL nacional não fez o pagamento de uma das parcelas pré-acordadas que seria destinada aos candidatos proporcionais”. Apesar das declarações de Manu Pádua e Lucas Brás, o Novo permanece formalmente na coligação que sustenta a candidatura de Wilder Morais ao Governo de Goiás. As manifestações representam decisões individuais dos dois candidatos à Câmara dos Deputados.


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