08/10/26
A próxima legislatura da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) será formada majoritariamente por homens brancos. Dos 41 deputados estaduais eleitos para o período de 2027 a 2030, 36 são homens e apenas cinco são mulheres. Em relação à raça declarada à Justiça Eleitoral, 27 parlamentares são brancos, 13 pardos e apenas um é preto.
O único deputado estadual preto eleito é Romário Policarpo (Cidadania), atual presidente da Câmara Municipal de Goiânia. A baixa representatividade também se repete entre os goianos eleitos para o Congresso Nacional: não houve eleição de pessoas pretas para a Câmara dos Deputados ou para o Senado. Com isso, Policarpo será o único parlamentar preto entre todos os representantes eleitos por Goiás para o Legislativo estadual e federal.
A participação feminina na Alego, apesar de ter aumentado em relação às duas eleições anteriores, permanece reduzida. Foram eleitas cinco mulheres, ante quatro em 2022 e duas em 2018. O número ainda está abaixo do registrado em 2002, quando oito mulheres conquistaram cadeiras no Legislativo estadual. Em 2006, foram sete.
Única mulher reeleita para a Alego, Bia de Lima (PT) afirmou que seu mandato mantém forte ligação com a representação dos servidores públicos, especialmente da Educação. Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), a parlamentar também ampliou sua atuação para áreas como meio ambiente, direitos das mulheres e dos idosos e agricultura familiar. Bia passou de cerca de 24 mil votos, em 2022, para 42 mil neste ano.
As outras quatro deputadas eleitas são novatas: Carol do Amiltinho (MDB), Graciele da Arte Trigo (Agir), Joscilene do Mangão (Agir) e Kátia Maria (PT). Carol, que substituiu na disputa o marido, o deputado estadual Amilton Filho (MDB), morto em um acidente rodoviário, foi eleita com 109 mil votos. Kátia Maria é vereadora de Goiânia e já presidiu o PT em Goiás; Graciele é empresária; e Joscilene é professora e esposa do prefeito de Novo Gama, Carlinhos do Mangão (PL).