28/10/26
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), afirmou que não teria deixado o país caso estivesse na situação do senador Flávio Bolsonaro (PL), que viajou aos Estados Unidos após a derrota na eleição presidencial. Apesar de ter apoiado o parlamentar no segundo turno contra Lula (PT), Mabel disse que preferiria permanecer no Brasil e enfrentar os desdobramentos políticos e judiciais.
“Eu não sei os motivos dele. Eu, particularmente, não sairia, eu enfrentaria. Mas é que eu gosto de enfrentar a confusão”, declarou o prefeito, nesta quarta-feira (28/10), em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey.
Mesmo discordando da decisão do aliado, Mabel rejeitou a interpretação de que Flávio teria fugido do país. O prefeito sustentou que o senador viajou legalmente e criticou as medidas judiciais adotadas após a eleição. Para ele, o parlamentar estaria sendo alvo de perseguição política, embora não tenha apresentado provas dessa motivação.
Mabel também direcionou críticas ao Poder Judiciário, especialmente aos tribunais superiores. “A Justiça está politizada. Infelizmente, muitas áreas da Justiça, principalmente tribunais superiores, estão politizadas”, afirmou. Segundo o prefeito, decisões que restringem direitos individuais de candidatos após uma disputa eleitoral precisam ser questionadas.
A manifestação ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes à Polícia Federal e permanecesse no Brasil. O prazo para apresentação dos documentos terminou sem o cumprimento da ordem. Apesar de defender o senador, Mabel deixou clara sua divergência quanto à decisão de sair do país.