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Vice da OAB-GO pede desculpas após sugerir jogar lulistas no rio

29/10/26

O vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO), Thales Jayme, pediu desculpas após a repercussão de uma publicação em que sugeriu jogar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no rio. A declaração provocou críticas nas redes sociais, levou a entidade a se posicionar publicamente e motivou reação da deputada federal Adriana Accorsi (PT). Após se retratar, o advogado desativou os comentários da publicação.

A polêmica começou em uma postagem sobre uma manifestação de eleitores de Lula na Praça Universitária, em Goiânia. Ao comentar as imagens, Jayme escreveu: “Se colocar tudo no saco e jogar no rio, o prejuízo é a perda do saco”. A mensagem foi interpretada como uma manifestação de violência contra simpatizantes do presidente e rapidamente ganhou repercussão.

Diante das críticas, a OAB-GO divulgou nota para se distanciar da declaração. A entidade esclareceu que opiniões individuais de seus dirigentes não representam seu posicionamento institucional e repudiou manifestações de intolerância política. A Ordem também defendeu o respeito às diferenças e afirmou que divergências devem ser discutidas no campo das ideias, sem hostilidade ou extremismo.

Após o posicionamento da instituição, Thales Jayme publicou um pedido de desculpas. “Peço desculpas a toda a sociedade pelo comentário publicado nas redes sociais”, escreveu. O advogado afirmou que sua manifestação não tem relação com a OAB-GO e declarou repudiar qualquer forma de violência, além de defender a liberdade de expressão e de escolha política. Apesar da retratação, optou por impedir novos comentários na postagem.

A deputada Adriana Accorsi, presidente estadual do PT, também reagiu à declaração. Em vídeo, desafiou o dirigente a repetir a ameaça contra ela e anunciou que o partido buscará a responsabilização judicial de autores de manifestações consideradas ameaçadoras ou discriminatórias. O episódio ampliou o debate sobre intolerância política e a responsabilidade de representantes de instituições públicas e entidades de classe no ambiente digital.


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